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O Beijo de Malévola.(porque o novo clássico da Disney NÃO é feminista)

sábado, 12 de julho de 2014.
Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti. (Friedrich Nietzsche)
*Dedicado à todas as feministas, à todas estas fantásticas mulheres que sabem o segredo de tirar-nos das órbitas, e nos colocam à pensar, mesmo quando a nossas relações não são lá tão amigáveis. E ás pequenas Malevolazinhas que existem dentro de cada umx de nós.



Era uma vez...

Olá a todxs. desfaço mais uma vez meu hiato para falar de um tema bastante interessante e que venho ensaiando á varias semanas. Tive o prazer de assistir  a versão 3D do novo clássico da Disney, Malévola, protagonizado magistralmente pela atriz Angelina Jolie e achei que o filme merecia uma critica diferente da que tenho lido em sites sobre Questões de Gênero.

ESTE POST, PORTANTO, PODERÁ APRESENTAR SPOILERS SOBRE O FILME, SE VOCÊ AINDA NÃO ASSISTIU, PRIMEIRO VÁ AO CINEMA OU A LOCADORA E SÓ DEPOIS VENHA DEBATER CONOSCO. ;)

Li o texto referente ao link abaixo e o achei muito bom e útil principalmente por apresentar uma análise psicanalítica simbólica, como convém à um site sobre psicologia

E tenho lido algumas análises feministas, as quais tenho minha ressalva à apresentar, em especial à duas questões: A nova versão é feminista, ou seja, tem como central o protagonismo feminino? Pode-se falar em "sororidade" ou numa negação da heteronormatividade? Minha resposta para ambas as questões é "não". Malévola traz uma proposta de debate muito mais profunda, a qual tentarei analisar a partir de alguns fundamentos da Teoria Queer.

Para começar, quero propor uma polêmica a respeito do protagonismo geral das Princesas da Disney. Ao meu ver, com a devida exceção da versão original de A Bela Adormecida, todas as Princesas da Disney são absolutamente protagonistas dos contos de fadas. Assim, reconheço na fábula da Branca de Neve, a menina meiga que se embrenha corajosamente na floresta escura e acaba por se impor a um grupo de sete homens, utilizando seu dotes caseiros como ferramenta de poder. Reconheço na estória da Cinderela a figura da proletária explorada pela própria Madrasta que resolve desobedecê-la e,com a ajuda da Fada Madrinha vai a uma festa onde por acaso conhece o Príncipe e apaixonam-se mutuamente.


Ok, minha interpretação é bastante heterodoxa. O que dizer então dos Principes da Disney? Se a proposta dos desenhos da Disney é incutir nas meninas os papéis patriarcais de gênero, quais os valores impostos para os meninos? Analisando o protagonismo dos Príncipes, quais as qualidades que o Mr.Right deve ter para ser aceito pelas Princesas? Força? Coragem? Esperteza? Virilidade? Sensibilidade? Fica a proposta de análise, sugiro alguns filmes como Aladin, Robin Hood ou mesmo a versão original de A Bela Adormecida.


Voltando ao filme da Angelina, não creio que seja possível utilizá-lo para falar de questões específicas de mulheres (alíás, é sempre bom perguntar: que mulher é essa?) por um motivo bem simples: Malévola não era uma mulher e em momento algum do filme ela é apresentada como tal. Malévola era uma fada, um ser mítico que vivia num Reino vizinho ao dos humanos, ou, para usar um conceito caro às transfeministas, "do outro lado", do lado oposto ao dos Normais (cis*?). Assim a guerra entre os Moors e os Humanos, nada mais seria que a tentativa de colonizar o Anormal para poder dominá-lo.

Malévola, antes de uma mulher era um ser só e incompreendido. Aliás, a película poderia ter explorado mais essa temática que me ficou subentendida, a solidão. Malévola aparece sempre sozinha no filme, como se fosse a única de sua espécie, sendo que as outras fadas aparecem sempre em grupos, ou mesmo formando um exército.

Até que um dia a pobre fada acaba conhecendo uma pessoa muito especial, um garoto que tinha o fascinante poder de passar para o seu lado. Finalmente alguém a entenderia em sua monstruosidade? Finalmente alguém viria para dar fim aquela solidão? Malévola se apaixona pelo garota e revela todos os segredos do reino das Fadas ao pequeno Stefan. Ambos crescem juntos e vivem uma meiga história de amor adolescente, até um dia o jovem Stefan, corrompido pela ganância e assombrado pelas intrigas da Corte dos Humanos, resolve trair a sua amada, cortando-lhe as asas, fonte de sua glória e do poder de voar, tirando-lhe o maior prazer que tinha na vida. Pior, auqle ser que a fada havia pensado ser o unico capaz de compreende-la, aquele jovem tão especial acabaria por rejeitá-la, preterindo-a em favor de uma mulher normal, humana.

A atriz protagonista já admitiu que esta cena, talvez a mais dramática do filme é uma alusão à um estupro e eu iria mais longe, pois para mim se trata de um "estupro corretivo", pois ao arrancar as asas de Malévola, o príncipe busca de alguma forma normatizá-la, curá-la daquilo que ele entendia paradoxalmente como uma aberração e sabia que era sua fonte de poder. Notem que Stefan o faz a contragosto num primeiro momento, tomado pela dor de ter de decidir entre trair o amor de sua vida ou a seu próprio pai, o Rei. Questão a se pensar, pois Stefan era antes de tudo um ser humano, com suas dores, inquietações, alegrias, seus paradigmas morais e suas limitações, enfim sua própria subjetividade.

Talvez um futuro filme, protagonizado pelo Stefan possa nos elucidar os verdadeiros motivos dele ter traído Malévola de forma tão violenta. Talvez um outro lado do outro lado da moeda. Só mais uma provocação.

Depois deste dia, nossa anti-heroína se torna uma pessoa embrutecida, amarga e rancorosa. Todos os pensamentos dela se voltam na direção de uma futura vendetta contra o homem que a havia traído de tal maneira covarde, contra o único ser que poderia tê-la compreendido a para quem havia entregado seus sentimentos e dividido sua juventude. Chega-se ao ponto em que Aurora, a Bela Adormecida desta versão, fala que Malévola havia perdido sua pureza, sua luz interior. Desta maneira, a obra não fala sobre "sororidade", até porque a personagem principal é uma fada tomada pelo ódio e sozinha no mundo, sem ninguém para compreendê-la. muito menos para ajudá-la, mas com dois mundos para julgá-la. É antes uma história de vingança de um individuo contra outro que  teria lhe tirado o prazer de viver.

Ao contrário, o filme da Disney pode ser lido como uma saudável advertência: o ódio corrompe, a vingança mata. Não importa o quanto tenhamos sido oprimidxs, tomemos o cuidado de não nos tornarmos piores que nossos opressores. No caminho de sua fúria irracional, tanto Malévola quanto Stefan matam e machucam muita gente.Aurora é uma vítima inocente desse ódio. Ódio que separa pessoas, que cria barreiras, seja de espinhos, de ferro, de incompreensão.

Por fim, coloco uma questão que talvez seja a mais bacana, a mais profunda e poética; afinal, quem se salvou com o polêmico beijo maternal (nossa anti-heroína, sendo uma fada má, tinha extinto maternal, ou como sugerem algumas criticas seria um beijo lésbico?), Malévola ou Aurora? Para mim, o final sugere que quem foi curada da sua maldição foi a própria fada má, que ao descobrir o amor verdadeiro havia recobrado suas asas, sua alegria e seu desejo de viver, deixando para trás o ódio e perdoando seu agressor.

E assim, todos viveram felizes para sempre. (sera?)

EPÍLOGO:
Alguns detalhes deste post foram autobiográficos, incluindo algumas experiencias pessoais e intimas de minha vida particular. Trata- se de um pedido de perdão a certas feministas e de uma súplica de compreensão e de boa vontade. É também um desabafo, pois tenho dificuldades em perdoar pessoas que muito amei num passado não muito distante que acabaram por incorporar meu Principe Stefan, pessoas á quem entreguei ioncentemente meus sonhos sentimentos e que infelizmente não souberam cuidar deles, ou meramente compreendê-los (sim, me refiro à quem vocês estão pensando...). Enfim, este filme me surpreendeu justamente por me identificar com a história de decadência e superação de sua protagonista, tão intensa em sentimentos como a vida- pelo menos a minha. Obrigadx pela valorosa companhia. e deixe seu comentário.

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"CPI da Buceta" ou Xerecosatanikando blablabla

sábado, 31 de maio de 2014.
Ave Butler! Hail Derrida!

"Quem choca é galinha, tomada ou chocadeira. A gente só tira uns sarrinho..." (Tia Erzulie) 


!!!ATENÇÃO!!!  CENAS FORTES DE ALUSÃO À MUTILAÇÃO GENITAL






ESTUDANTES PROMOVEM "XERECA SATANIK" NAS DEPENDÊNCIAS DA UNIVERSIDADE"!ROSA NA CAVEIRA!" 

Pessoas mal-encaradas vestidas de preto, com simbolos religiosos batem na sua porta, botam um "révimétaudumal" e já vão perguntando: "o sr. teria um minutinho pra ouvir a Palavra de Belzute?"
Achou a cena medonha de tão ridicula? Pois é não é que o MP e a UFF, na falta do que "fazerem" resolveram investigar isso? Enquanto isso nosso direito a alteração de Nome Civil que é bom nada. Como se nossos impostos serem usados pra investigar literalmente o que xs estudantes andam enfiando nos anus e nas vaginas não fosse nem um pouquinho escandaloso. O MP tá muito sem o que fazer e resolveu apurar denuncias de pessoas fazendo usu do proprio corpo e cultuando supostas "religiões não-cristãs" É a famosa "CPI da Buceta" (!)

http://g1.globo.com/rj/regiao-dos-lagos/noticia/2014/05/uff-vai-apurar-denuncia-de-festa-com-ritual-satanico-drogas-e-orgias.html

9 apresentei aqui neste blog uma boa explicação do que é pornoterrorismo e o por quê deste tipo de ato é politicamente importanter e do por quê de apelar para este tipo de estética e blablabla (vide LINK AQUI). No mais, considerem que enfiar  agulhas na vagina deve ser bem menos doloroso que piercing no mesmo local. considerem como uma versão mais politicamente engajada dos piercings que a galera anda botando em todas as partes do corpo.Tem gente metendo coisas bem mais bizarras nas xoxotas a milhoes de anos (tipos, pintos) e ninguém nunca reclamou.

Alias, tem local mais correto e apropriado para este tipo de intervenão que as dependências de uma Universidade, espaço publico criado especialmente para promover conhecimento, arte, polêmicas e discussões politicas?

E pras feministas esquerdistas e moralistas que vão ficar criticando e dizendo que "isso não servirá para diminuir a desigualdade entre homens e mulheres": o que servirá para tal: ficar reclamando que "as muié ganha menos que uzômi"?! Libertem-se desse economicismo ai, prfv.

*À seguir, fotos tiradas de um site "reaça" sobre o tal evento (pra quem tá por fora), que é por acauso "proibido copiar" e que , só por isso, roubei o Codigo Fonte junto com as fotos. Alias, uma saida interessante, pois assim não precisarei coloca-las no meu proprio servidor. AQUI É ROSA NA CAVEIRA! Divirtam-se hahahaha

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http://facanacaveiraoficial.com/estudantes-da-uff-de-rio-das-ostras-promovem-xereca-satanik-nas-dependencia-da-universidade-18/

DENÚNCIA GRAVÍSSIMA

Gente eu tenho uma denuncia gravíssima pra fazer contra essa festa satânica: como a galera faz uma coisa tenebrosa dessas e não me convida?!? #aiqueodio 

*Hoje sem clipe, porque não tô afim e vai faltar espaço.

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A TV Revolta é "de direita"?

segunda-feira, 19 de maio de 2014.
Ave Butler! Hail Derrida!

Algumas pessoas andam me acusando de ter virado "direitista". Como não sei ao certo de que se trata ser "direitista", deixo a questão em aberto. Falando sério, esta balela maniqueísta judaico-cristã-ocidental de "direita versus esquerda" já deu o que tinha que dar. A experiência histórica já demonstrou que qualquer dicotomia entre esquerda e direta, ricos e pobres, burgueses e proletários, feministas e machistas, oprimidos e opressores, coxinhas e bostinhas...  só serve pra limitar nossa visão sobre a realidade das relações sociais

Prefiro dividir o mundo entre pessoas interessantes e desinteressantes, entre aquelas que têm algo a acrescentar (concorde ou discorde, não importa) e aquelas que vivem repetindo jargões como papagaios e quando contrariadas pegam em fuzis. E minha lista de pessoas interessantes é bem eclética- acho que deve ser mesmo- vai de Olavo de Carvalho e Thomas Hobbes até Judith Butler e Beatriz Preciado, passando por Foucalt, Aleister Crowler e Platão. Já a lista de pessoas desinteressantes e inúteis, deixemos para o esquecimento, não merecem nosso IBOPE.

Nem ia comentar este link "maravilhoso" (SQN),mas como pediram encarecidamente minha opinião (recebi milhares de cartinhas hehehehe) vamos lá. Este artigo do link é um raríssimo fenômeno de boçalidade, em suma, uma coleção de "pérolas de esquerda" (alguém me explica do que se trata?) para rebater supostas "pérolas de direita" (idem). Algumas "belezuras" faço questão de comentar:

http://consciencia.blog.br/2014/05/60-perolas-de-paginas-de-direita-facebook-13-especial-tv-revolta.html#.U3p1qdJdWLX

Antes, porém, deixo em Capslock minha posição para não ser distorcida:

A TV REVOLTA É SIM UM CANAL E GRUPO MACHISTA E LGBTFÓBICO, COMO QUALQUER GRUPO E CANAL DE ESQUERDA, OPS! DIREITA, OPS! TANTO FAZ.
(ESCROTICE NÃO VÊ PARTIDO NEM POSIÇÃO POLÍTICA)

1)"O autor vive perseguindo o PT e os petistas".

Não sou petista, mas tenho vários amigos deste partido que respeito muito pelo histórico politico e votarei em Dilma nas próximas eleições (candidata que acho a menos pior). Que o autor da TV Revolta se concentra em atacar o PT em detrimento de outros partidos é o óbvio ululante.
Mas AINDA vivemos numa democracia na qual ao menos em teoria podemos critica e defender à quê ou a quem quisermos. Direito de Liberdade de Expressão é uma merda mesmo rs. Com isso,acho que mais de 70% das "acusações" feitas ao TV Revoltam foram-se pras cucuias.

IMPORTANTE: Liberdade de Expressão não garante o direito do individuo fazer apologia à crimes, o que digo e repito é que AINDA temos o direito politico de fazer criticas ao PT,PSDB, PSOL, PSTU, anarquistas, anarco-capitalista ou a quem quisermos. Este tipo de atitude faz parte do jogo político e é totalmente legitimo. Em ultimo caso, mete-se um processo por calunia e difamação e pronto.

Aliás só pra constar: culpar o PT e a Dilma por todos os problemas da Humanidade é a tõnica  da maioria dos partidos e coletivos que reivindicam a esquerda no Brasil, tá?

2)"O autor defende um modelo de cultura elitista e preconceituoso contra o povo pobre".


Eu sempre quis entender esta lógica classista que tenta forjar uma "cultura popular" para depois defendê-la "dazelite". Como afirmar em pleno ano de 2014 que o funk carioca continua sendo "cultura de periferia", quando suas maiores divas são mulheres brancas, de classe média, devidamente inclusas no padrão de beleza comercial? O funk era cultura de periferia nos idos anos 1980 e 90, quando tinha como simbolo os saudosos bailes da Furacão 2000, mas onde estavam seus defensores naquela época?
Isto não é defesa da cultura popular e sim, fetichização da pobreza, com vistas à ganhos políticos. Duvido que a maioria dos "defensores do funk" já tenha entrado numa favela, não ser em ocasiões especialíssimas, como nas desempoderadoas "passeatas pela defesa dos coitadinhos".
Gente, que tal darmos protagonismo social aos "coitadinhos" e deixar que eles defendam a si próprios e sua própria cultura? Pobre não é obrigado a gostar de funk, ninguém é obrigado à gostar e concordar com mensagem social, nem performance ou sonoridade nenhuma. Pobre ouve Waleska Poposuda, Beethoven, Strauss, Led Zeppelin, Tom Jobim e o que mais lhe apetecer. Rico ouve Anita, MC Maromba, Richard Wagner, Raimundo Fagner, Zeca Pagodinho, Negra Li e o que mais lhe der na telha. O resto é estereótipo e tentativa de segregação sócio-cultural. Me desculpem, mas é.

3) "Morgan Freeman foi distorcido para promover o racismo"

Tenho muita dificuldade em comentar sobre a questão racial por não sofrer deste tipo de opressão específica. Mas para além da opressão existem questões teóricas pertinentes. Vou postar um video de outra pagina no qual o autor da critica à TV Revolta explica e faz apontamentos sobre a fala supostamente racista do ator norte-americano negro Morgan Freeman:


Como o critico pode ter certeza, não julgar levianamente, se ele mesmo admite que há 3 interpretações diferentes para a fala de Freeman? Será que o que motivou a chegar a tal conclusão fora a subjetividade ou sua evidente filiação ao maniqueísmo marxista que insiste em dividir pessoas por classes? é preciso se fazer um apanhado histórico para compreender que a polêmica é bem mais complexa do que isso. Com o inicio da revolução neo-liberal dos ano 1990 e a pós-modernidade, colocou-se na berlindaaté que ponto podemos entender o mundo a partir dos grandes modelos explicativos.
Não precisamos mais ser obrigatoriamente marxistas para termos "consciência social" e de fato, não sou marxista, pois acho este modo de pensar limitadíssimo para entender relações desiguais de poder e organizar as lutas por direitos. Prefiro o desconstrutivismo pós-estruturalista e a destruição e/ou fluidificação das identidades como estratégia, e neste sentido que concordo totalmente com a fala de Freeman. Como uma pessoa vitima de racismo espera derrotar a opressão que o atinge escrevendo "NEGRO(A)" na sua testa, apontando publicamente o estigma que o caracteriza socialmente como "inferior"? Como extrair igualdade das diferenças? Alias, por que se faz tanta questão de cultuar tais diferenças?
O autor do critica e do video usou uma comparação extremamente esdrúxula para dizer que se cura gripe com remédio. De fato, a gripe é uma doença física que se cura com vitaminas, mas racismo e outras formas de opressão específicas são de origem e caráter cultural e não se "cura" uma cultura que promove a discriminação (acepção de pessoas) introjetando mais discriminaçao, nem negando-a, mas desconstruindo-a através da linguagem.
Dá pra fazer um artigo bem bacana demonstrando porque dividir pretos de brancos, bichas de héteros, homens de mulheres, sadios de doentes, é um contra-senso que só conduz à mais segregação, "cagar e sentar em cima". Como disse, não posso falar em nome dos negros, mas se tentarem tatuar "BICHA" na minha testa sem meu consentimento, meto bata (!)

4) Machismo, consumismo, elitismo e contradições gerais

Essa eu faço questão de responder "na lata", usando o recurso "CrtlC + CrtlV":

"Porque negócio bom é ser machista, selecionar mulheres entre aquelas “direitas pra casar” e aquelas “fúteis pra discriminar”, e dizer preconceituosamente que mulher que gosta de colecionar sapatos é “burra”, “fútil” e “incapaz de gostar de livros”."

Tal critica seria muito mais coerente num site que não fosse marxista, ou seja, no qual se denuncia o consumismo e o elitismo (conforme vimos acima) e se as próprias feministas marxistas não vivessem seguindo o figurino pseudo-pobre e denunciando a futilidade das madames da Daslu. Concordo com a contracritica, mas ela está no site errado.
E vida longa ao consumismo e à futilidade!

5)Transfobia e pergunta na lata:

Não dá pra discordar que a imagem abaixo é uma violência às pessoas trans*, mas quantas pessoas trans* você vê liderando movimentos de esquerda? Alias, quantas pessoas trans* você vê casadas com lideranças de esquerda? Alias, quantas pessoas trans* você viu na vida? Vem cá, te conheço?!?

Acho linda essa arrogância de certas pessoas querem falar em nome de minorias que não fazem parte #SQN



5)E por fim e não menos importante: mimimis que não merecem ser criticados



pô, o Wicket não, Joãozinho!

MINHA CONCLUSÃO: A TV Revolta não é de direita nem de esquerda. É´meramente escrota. E quem critica muito precisa tomar cuidado pra não fazer igual.


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18 Verdade cruéis sobre relacionamentos

domingo, 27 de abril de 2014.
Ave Butler! Hail Derrida!

Achei esse artigo um primor, um show de franqueza em tempos que tudo e "lindo e libertáro S2S2" desde que não seja "careta, monogâmico e burguês". Infelizmente, nos ultra-radicias anos 2010, os relacionamentos têm cada vez mais deixando de ser baseados na sinceridade, na cumplicidade e no compromisso e se baseando no egoísmo, no hedonismo, no "gozar e sair fora", na crueldade e na futilidade materialista.

Resolvi postá-lo pois, dentro da revolta de lê-lo e observar o tanto de lixo que a galera "libertária" anda produzindo, me deu uma grande satisfação ler os comentários e ver que muita gente ainda não aderiu a tal mentalidade.

E faço questão de deixar para meus futuros relacionamentos:

SOU ASSUMIDAMENTE E ORGULHOSAMENTE MONOGÂMICA E JAMAIS TOLERAREI ESTE TIPO DE ATITUDE EM MEUS RELACIONAMENTOS. SE VC QUER GENTE, ESTOU A SEU DISPOR, SE QUISER BRINQUEDO, TEM VÁRIOS À DISPOSIÇÃO EM SEX-SHOPPINGS.

#fikadika ;)


18 Verdades cruéis sobre os relacionamentos modernos que você vai ter que encarar


Captura de Tela 2014-04-11 às 17.02.37
1. Quem que se importa menos tem todo o poder. Ninguém quer ser “a pessoa mais interessada” da relação.
2. Porque nós sempre queremos mostrar para a outra pessoa o quão blasé nós podemos ser, joguinhos psicológicos como ‘Intencionalmente Levar Horas Ou Dias Para Responder Uma Mensagem’ vão acontecer. Eles não são divertidos.
3. Uma pessoa sendo desapegada porque tem zero interesse em você parece exatamente igual a uma pessoa sendo desapegada porque acha você incrível and está fazendo um esforço consciente para fingir que não está nem ai. Boa sorte tentando descobrir quem é quem.
4. Ligações telefônicas são uma arte em decadência. Muito provavelmente, grande parte da comunicação do seu relacionamento vai acontecer por texto, que é a forma de interação mais desapegada e impessoal que existe. Já pode ir criando intimidade com as opções de emoticon.
5. Planos com antecedência estão mortos. As pessoas tem opções e atualizações de última hora da localização dos seus amigos (ou outros potenciais romances) graças as mensagens e as redes sociais. Se você não é a prioridade, você vai ouvir um “Talvez” ou “A gente se fala” como resposta para o seu convite para uma saída e o(s) fator(es) decisivo(s) serão se a pessoa recebeu ou não ofertas mais divertidas/interessantes que você.
6. Aquele alguém que te magoou não vai automaticamente ter um karma ruim. Pelo menos não em um futuro imediato. Eu sei que parece nada menos que justo, mas às vezes as pessoas enganam e traem e continuam suas vidas alegremente enquanto a pessoa que eles deixaram para trás está em frangalhos.
7. A única diferença entre as suas ações serem consideradas românticas ou assustadoras  é o quão atraente a outra pessoa te acha. É isso, isso é tudo.
8. “Topa sair?” e “Vamos fazer alguma?” são frases vagas que provavelmente significam “vamos nos pegar” – e enquanto você provavelmente odeia receber uma dessas, elas são o jeito mais comum de convidar alguém pra passar algum tempo com você hoje em dia, e aparentemente elas chegaram pra ficar.
9. Algumas pessoas só querem te pegar e se você está procurando mais do que sexo, eles não vão te falar “Alow, acho que eu sou a pessoa errada pra você”. Pelo menos não antes de você liberar o tindolelê. Enquanto a decência humana é o ideal, a honestidade não é obrigatória.
10. A mensagem que você mandou chegou. Se ele não respondeu, pode ter certeza que não foi por causa do mau funcionamento das operadoras de celular.
11. Tantas pessoas tem medo de compromisso e de estar sério com alguém que continuam um relacionamento não-definido, que acaba confundindo as coisas e só funciona até não funcionar mais. Eu já disse várias vezes, e vou dizer de novo – “nós somos só amigos” é abrir a porta para uma traição que tecnicamente não era traição porque, hey, vocês não estavam juntos juntos.
12. As mídias sociais criam novas tentações e oportunidades para trair. As mensagens por inbox e opções para um flerte sutil (ex. curtir a foto alheia) não servem como desculpa ou prova de uma traição, mas eles certamente aumentam as chances disso acontecer.
13. Mídias sociais também podem criam a ilusão de que você tem opções, o que leva as pessoas a verem o Facebook como um menu de pessoas atraentes ao invés de um meio de manter contato com o s amigos e a família.
14. Você provavelmente não vai ver muito da personalidade genuína e sem filtros de alguém até que vocês estejam em um relacionamento. Geralmente as pessoas tem medo de mostrar como realmente são e parecerem disponíveis demais, ansiosos de mais, nerds demais, bonzinhos demais, seguros demais, não engraçados o suficiente, não bonitos o suficiente, não alguma outra pessoa o suficiente para serem acolhidos.
15.  Qualquer pessoa com quem você se envolver romanticamente, ou vocês vão ficar juntos para sempre, ou vão acabar terminando em algum momento. E ambos são conceitos são igualmente assustadores.
16. Quando vocês estiverem namorando, ao invés de expressar como se sente diretamente para você, é mais provável que a pessoa publique isso no status do Facebook ou Instagram, uma foto tipo Tumblr, de um por-do-sol com uma frase ou trecho de música com as palavras de outra pessoa, e enquanto pode nem mencionar seu nome, é claramente para você.
17. Tem muitas pessoas quem tem zero respeito pelo seu relacionamento e se eles quiserem a pessoa com quem você está, não terão escrúpulos na tentativa de ultrapassar os limites para conseguir conquistar a vítima. Girl Code e guy code são ilusões e código humano não é incorporado em todos.
18. Se você tomar um fora, provavelmente vai ser bem brutal. As pessoas podem cortar laços pelo telefone e evitar ter que ver as lágrimas rolando pelo seu rosto ou terminar tudo por mensagem e evitar ouvir a dor na sua voz e o seu nariz escorrendo. Envie um texto longo e voilá, o relacionamento acabou. O caminho mais fácil está longe de ser o mais atencioso.
Achei esse texto do  Christopher Hudspeth e um site gringo e resolvi traduzir pra vocês, é a verdade nua e crua galera. That’s it, that’s all.
Clipe de hoje:

[clipe] No closet

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"Run to The Hills!".

terça-feira, 1 de abril de 2014.
Ave Butler! Hail Derrida!

Devido a ações de Patrulha da Moral e Bons Costumes nos meus murais do Facebook (radfems? Terfs? Gente besta em geral?) resolvi trans-ferir as "imundícias" todas no meu blog, Afinal é pra isso que esse espaço serve: compartilhar tudo que é imoral e não presta.

Só pra constar: acho a coisa mais coerente do mundo "feministas radicais" denunciarem a gente exatamente por divulgar fotos e apoiar eventos feministas. Show-de-bola! #SQN

Começaremos nossa jornada por este maravilhoso e instigante mundo da nudez militante, demoníaca e corrompedora da juventude, pelo que há de mais escroto. Vejam só que imagem horrível, Cadeia pro miserável que teve a pachorra de pintar algo tão imoral!



As fotos a seguir foram tiradas na fatídica Marcha das Vadias de 2013 em Copcabana. Vejam o nível da audácia:


AS fotos à seguir foram tiradas durante a ocupação no Consuni da UFRJ, por ocasião da luta contra a ABSERH. Um ultraje à família brasileira:

"Santa libidinice, Batman!"

"Mãos nuas?!? Que horror, chamem a polícia!"
Flagrante inesquecível do 8º ENUDS (Campinas, 2010):




Um quibe nú! Mas quanta putaria!




Nem a Mãe Natureza se livrou da semvergonhice descarada:


E pra quem ainda não entendeu a mensagem (desenhar ajuda?)

"Não se preocupe, esta pode. São só mamilos"(hehehe...)
Campanha Nacional: "Meu cu pro preconceito!" (sim, trata-se de minha bunda)
Eu fiquei tão absurdamente decepciondx com estas pessoas, e tão perplexx, que resolvi botar um hino do roqueiro-reaça Roger. Da época da Abertura Democrática, em que a gente era PTralha, eramos felizes. sabíamos e não estávamos nem ai pra censura.



As amigues, pessoas sinceras, honestas, de boa-vontade e senso-de-humor, meu cheiro. As inimigues, vida longa!

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